E então.
No meio de uma música qualquer, de um suspiro qualquer, de
um olhar qualquer, de um pensamento, de uma frase. Sim, qualquer. E então, no
meio de qualquer coisa, perceber todos os rastros deixados pelo seu caminho,
todos os rastros intactos: marcando tudo que você foi, sentiu, quis e não teve,
quis e não conseguiu, tentou ser e não foi. E perceber que não quer dar de cara
com eles. Com os rastros. Com tudo que perdeu e que ganhou. Ver tudo ali e
sentir medo de voltar pra ver.
E talvez, um dia, não se sentir covarde por sentir medo.
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