segunda-feira, 11 de julho de 2011

Desafio literário.

Respondendo as perguntas de desafio enviado pela Roberta (redcandy). Muuito obrigaada! 

1 - Existe um livro que você leria e releria várias vezes?
A menina que roubava livros -  Markus Zusak
Eu sou apaixonada por esse livro.


2- Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
A hospedeira - Stephenie Meyer
Na verdade eu comecei, parei, recomecei, parei, recomecei e recentemente terminei. Mas foi difícil. A história só me envolveu depois de um tantão de páginas.


 
3 - Se você escolhesse um livro para ler para o resto da sua vida, qual seria ele?
A cabana - William P. Young e O aleph - Paulo Coelho (porque me ensinaram e me deram força) e A menina que roubava livros, porque eu sou meeesmo apaixonada por esse livro.





4- Que livro você gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo, nunca leu?
O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini.

5 - Qual livro que você leu cuja "cena final" você jamais conseguiu esquecer?
Breaking Dawn (Amanhecer) - Stephenie Meyer.

6 - Você tinha o hábito de ler quando criança? Se lia, qual tipo de leitura?
Não..

7 - Qual o livro que você achou chato, mas ainda assim o leu até o final?
Os livros que eu lia na escola, obrigada.Não lembro quais, mas eu não gostava de ler, todos eram chatos pra mim.

8 - Indique alguns dos seus livros favoritos.
A menina que roubava livros, lógico!


Repasso o desafio para:



terça-feira, 5 de julho de 2011

I do believe.


?

Que todas as pessoas, todas elas, fossem mais felizes. Que houvesse mais tolerância, mais respeito, mais amor, mais verdade, mais justiça, mais confiança, mais paz, humildade, honestidade. Que as pessoas só oferecessem aquilo que pudessem dar. E que dessem todo o amor que pudessem. Que só se plantasse aquilo que fosse verdadeiro.. no final das contas é só disso que precisamos. Que todas as pessoas tivessem força pra levantar depois de uma queda. Força pra perdoar uma mentira. Sorrisos pra oferecer a quem precisa. Coragem pra lutar pelo bem. Que existissem mais amores bonitos, como os de Artur da Távola, que fosse Doce, como queria Caio, que fosse apaixonante como foi aquela menina com uma flor pra Vinicius e até mesmo que de tudo ao seu amor todos fossem atentos. Que as pessoas tivessem fé, lutassem pelos seus sonhos, acreditassem no outro, em si mesmas, em qualquer coisa.. Mas que acreditassem! Menos falsidade, ciúme e inveja! Saia com seu carinho de perto de mim se ele estiver cheio de hipocrisia. Menos corrupção, menos egoísmo, menos ganância, desprezo, ódio. Mais vida! Pessoas vivendo de verdade! Que a paz e o amor andassem mais juntos que de costume. Que eu fosse alguém melhor. Que você também fosse. Porque até nós que nos julgamos no direito de cobrar e de querer tudo isso estamos devendo muito ao mundo e principalmente a nós mesmos. Que um dia eu seja melhor. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Um olhar entre os dias.

O impacto é quase sempre brutal. Um tapa na cara que te deixa sem reação. Não tem choro. Tem as mãos tremendo, o sorriso bobo no rosto como quem diz "isso é uma piada!". O nó na garganta que só quem já sentiu sabe que é mesmo um nó na garganta, não é modo de falar. Passado o impacto, a surpresa, e já cansada de repetir "não da pra acreditar", vem a tristeza. O choro que parece vir quieto, calado, vai chorando, chorando, doendo. Chorando, chorando, se desesperando. Acho que é mais ou menos assim o primeiro dia. No segundo, você não quer levantar. Você se sente derrotada. Parece que levou uma surra da vida! E levou mesmo! (Como diria meu mapa astral: tendência natural para a encenação = drama. E se eu dissesse que não é drama?) Mas você levanta. Vê sua cachorrinha correndo feliz, se emociona.. e chora. De repente tudo ao seu redor te traz uma imensa vontade de chorar. Você nem ta pensando naquilo (por alguns minutos) mas a tristeza está lá e você simplesmente chora. E há que chorar mesmo. Chorar e se erguer depois. Depois.. sabe aquela tristeza que por alguns minutos, mesmo sem se pensar em nada, você sente? Ela fica ali. É assim o terceiro dia. Parece que aquela dor sufocante vai se anestesiando. Parece que ela vem desgovernada, leva tudo com ela e se choca com sei lá o quê, ficando quieta, tranquila, mas ainda ali. Chorando calada. E aí vem o quarto, o quinto e todo o resto de uma vida que ninguém sabe pra onde vai. Mas vai. Com ou sem você, e já sem você, boy. 
Ps: estou no terceiro dia e ainda repito "não da pra acreditar."
Ps2: Certa vez li que às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não para fugir, mas para descansar a alma dos sentimentos.  Durante a primeira noite acordei, estava sonhando com aquilo que não deixava descansar minha alma dos sentimentos. E a única coisa que eu lembro que falei quando abri os olhos foi "Meu Deus, eu preciso parar de pensar nisso, eu preciso descansar!" E dormi. E não sonhei mais.

Lívia Gurgel
(Escrito no terceiro dia, que não é esse em que estou postando)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pálpebras de Neblina.

Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar. Andar e olhar. Sem pensar, só olhar: caras, fachadas, vitrinas, automóveis, nuvens, anjos bandidos, fadas piradas, descargas de monóxido de carbono. Da praça Roosevelt, fui subindo pela Augusta, enquanto lembrava uns versos de Cecília Meireles, dos Cânticos: "Não digas 'Eu sofro'. Que é que dentro de ti és tu? / Que foi que te ensinaram/que era sofrer?" Mas não conseguia parar. Surdo a qualquer zen-budismo, o coração doía sintonizado com o espinho. Melodrama: nem amor, nem trabalho, nem família, quem sabe nem moradia -coração achando feio o não-ter. Abandono de fera ferida, bolero radical. Última das criaturas, surto de lucidez impiedosa da Big Loira de Dorothy Parker. Disfarçado, comecei a chorar. Troquei os óculos de lentes claras pelos negros ray-ban - filme. Resplandecente de infelicidade, eu subia a Rua Augusta no fim de tarde do dia Tão idiota que parecia não acabar nunca. Ah! como eu precisava tanto de alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás. Foi então que a vi. Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela. Cabelo malpintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja. E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega.Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e me-do.Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu "dói tanto", contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou "porquê?", compreendi ainda mais. Falei: "Porque é daí que nascem as canções". E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?


Caio Fernando Abreu.


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Grande Caio, como eu gosto de chamar. Como é possível que eu tenha me identificado com o narrador do inicio e logo depois com a prostituta? Digo, com os sentimentos deles. Ou ainda, com o sofrimento. Acredite, eu me sinto como eles nesses versos. E aí eu paro e penso nos versos de Cecília "Não digas 'Eu sofro'. Que é que dentro de ti és tu? / Que foi que te ensinaram/que era sofrer?" 
Nunca tinha lido esse texto, só o trecho: "Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui." E me sinto imensamente triste quando não consigo fazer isso. Mas quando querer cuidar da dor do amigo mexe na minha, aí não. Aí eu corro, volto, não pergunto, não por enquanto, mas digo que estou lá. Mesmo me sentindo imensamente triste. 


"Dói tanto!" Se é daí que nascem as canções, alguém faça uma canção, por favor!

HappyBDayAnahi [14 de maio]



"Es mi cumpleee!:)mil gracias a todos! Cada mensajito me ha llenado de felicidad! Que la vida les regrese todos esos buenos deseos al triple!"

"Sé muy bien que solo soy un fan de corazón que no te para de soñar cada dia mas. Pero se tambien que entre la multitud alguna vez pudieras ver la luz sobre mi piel para reconocer el amor mas fiel."
Só pra não deixar passar em branco aqui o aniversário dela. Porque eu sou louca por ela. Porque ela é forte. É verdadeira, doa a quem doer. Porque é autêntica, porque nos diz pra sempre acreditar, ter fé e seguir lutando e sonhando. Às vezes a gente precisa de alguém assim na nossa vida. Tenho tantos motivos pra falar do meu amor pela Anahí. Mas essas coisas por mais que a gente tente, não se explicam. Tenho certeza que ela vai continuar recebendo muita luz e muito amor por qualquer caminho que trilhar. HappyBDayAnahi! (L)



terça-feira, 26 de abril de 2011

buena vibra!

(Infelizmente esse post ficou maior do que eu imaginava, mas acho que se alguém se dispuser a ler vai sentir pelo menos um pouquinho da alegria que eu quis passar!)

“Ya casi es mi cumple y tengo tanto q agradecerle al universo... Gracias a cada personita q esta en mi vida y la hacen tan feliz.

Começo esse post com uma twittada da minha tão, tão amada Anahí. É, estou chegando aos 18 anos, e estou tão empolgada, tão feliz. Diferente de ano passado, minha mãe não estava em Fortaleza, eu estava em pleno terceiro ano, estudando feito louca e meu aniversário caiu em plena quarta-feira. Ou seja, nada de festa, nada de sair pra comemorar, fiquei na bad, bad bad bad a pior bad de todos os aniversários e foi horrível, porque eu amava meu aniversário.. Até ano passado. Mas esse ano esta completamente diferente, minha energia esta positiva, eu estou feliz, vou sair pra comemorar, só quero abraçar quem eu amo, quero agradecer a Deus por tudo esta indo bem, tudo esta legal, “um legal tão batalhado, tão merecido, de costas e pernas doendo, mas com o coração tranquilo”. Opa. Tranquilo e coração na mesma frase? Por incrível que pareça. Não esta tranquilo como eu gostaria que estivesse, ainda sinto ciúme, ainda tenho mágoas e o pior, ainda sinto saudade. Mas eu sei que um dia ele vai estar suuper tranquilo. E também, se não estiver, não tem problema, se minha fé, minha força e minha felicidade estiverem aqui esta tudo legal. Engraçado que fazendo uma coisa tão boba, que eu nem lembro mais o que era, hoje eu pensei: gente, eu sai de um relacionamento. Então é assim que é sair de um relacionamento? Tudo bem, então eu sai de um relacionamento. Eu nunca tinha parado pra pensar isso e lendo acho que da até vontade de perguntar: e dai minha filha? Mas não sei, me peguei pensando nisso enquanto fazia algo rotineiro e me dei conta de que sai de um relacionamento. Mas voltando aos meus agradecimentos à vida. Acho que não tinha comentado antes aqui no blog, mas eu passei no vestibular. PRECISO deixar escrito aqui toda a loucura que foi isso. Lembro que no começo do ano comentei em um post que não havia passado e que estava desolada, triste e não aceitava. Pois bem. O novo sistema de seleção usado em Fortaleza se chama SISU. Minha nota de redação veio em torno de 600, o que nunca na minha vida aconteceu, e isso fez minha média ficar 704, o que não é baixa, mas que pro meu curso estava inferior ao necessário, porque é bem concorrido aqui. Se minha nota de redação tivesse sido 650 ou até 700 que ainda é baixa, mas é melhor que 600, eu teria entrado no curso de boa. Houve três chamadas e eu não entrei. Lista de espera: eu era a 11ª e chamaram até a 10ª. IMAGINE! Porém eu havia passado em uma cidade aqui perto de fortaleza, e fui, porque não estava conseguindo aceitar que todo meu grande esforço ano passado tinha sido em vão. Chegando lá tive que decidir voltar para o cursinho porque não estava aguentando ficar em uma cidade desconhecida, longe de casa e tudo mais. Voltei para o cursinho com mais responsabilidade ainda, mas aceitando melhor. Até que duas semanas depois, me ligam da UFC de Fortaleza e me avisam que sobraram duas vagas e como eu era a próxima na lista de espera eu estava dentro. Três dias depois também recebo a notícia que passei na estadual. INCRÍVEL. E aqui estou eu, de férias, pois só vou entrar na faculdade no segundo semestre. Faculdade de Psicologia, acho que não comentei. Então, diante disso, acho que tenho muito que agradecer a Deus! Não só por ter conseguido a vaga na faculdade, mas por ter saído de um relacionamento e estar aqui, vivinha! Dói, demora, parece que não vai passar, mas eu tenho em mente que vai! Mamãe me mandou parar de ser pessimista! Agradecer também por todas as coisas que passam despercebidas e não deveriam. Por todas as pessoas que estão na minha vida, que são maravilhosas, por todo o crescimento que Deus me proporciona, pela força, pela fé que nunca me falta, pela proteção, saúde, pela alegria! Obrigada meu Deus por TUDO que o Senhor me manda e principalmente por estar na minha vida. Por isso coloquei o que a Anahí disse, no começo do post, porque tenho muito que agradecer ao universo, por conspirar, por toda minha felicidade, por tudo que já tive, por tudo que teve que partir, mas que esteve aqui, por tudo que virá. Eu sei que posso passar por tudo. E principalmente agradecer pelos meus 18 anos de vida e pela pessoa maravilhosa que me trouxe ao mundo! Então espero que se alguém teve paciência e disposição de ler esse imenso post, que esse alguém esteja sentindo pelo menos um pouquinho de alegria e felicidade que era o que eu queria transmitir pra todos hoje! Passar um pouco de energia positiva, de bons pensamentos e de fé, fé para acreditar que tudo pode melhorar e que somos capazes de tudo suportar.
 Brindemos por ti, por mi y por el placer de estar vivos...

E termino o post com algo que li em outro blog.. “Não só de posts tristes se faz um blog!”  :D