Ah, o caos! Caos dentro ou fora? Um vai, outro vem. Eu. Invisível. Sozinha. Na multidão. E vejo. Vejo o vazio dentro de mim. E vejo fora. Mas não enxergo. Não enxergo além do que vejo. Ver além, sabe? Sentir com o olhar, essas coisas que vez em quando eu consigo fazer. O que vejo agora é vago. Rostos. Dores? Alegrias? Lutas? O que há por trás de tudo isso que vejo e não consigo enxergar? Que rosto é esse que penso que conheço? Conheço? Amarelo, moreno, branco, marcado. Que marcas são essas que acho que sei de onde vem? O olhar. É brilho ou são lágrimas? Que olhar é esse, indecifrável, que penso que sei ler? O que há por trás dessa gente? Que vem, que vai e não fica? Que me esbarra, que passa e não me leva. Que passa e não deixa nada. Qual a luta desse homem? Qual a dor desses olhos? Qual o fardo, qual o peso, qual a culpa carregada por esses ombros? Quanto mais esse forte pode agüentar? Quanto mais até cair? Quanto já agüentou? Vai cair? Não. Quanto eu penso que posso decifrar? Quanto mais me enganar? Quanto esperar? Não mais esperar. Como não esperar?
Porque de lo posible se sabe demasiado. (Silvio Rodriguez)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
partida
Abriu as asas e voou. Pôde ver o céu enquanto se afastava dele, rezando pra estar chegando perto. As nuvens ficavam menores. Fechou os olhos, não queria mais olhar pro céu, logo chegaria nele, queria acreditar. E olhou pra dentro de si. Suas dores que não conseguira resolver, as pessoas que deixara pra trás com seu vôo, elas não podiam voar, tinham que ficar. As felicidades que tivera e foram ofuscadas por todas as infelicidades. O que a fez voar... Será que agora, enquanto se afastava do céu, ela ainda tinha vontade de voar? Será que estava plena? Quanto mais descia mais dores deixava pra trás? E queria realmente descer? Ou queria que seu corpo subisse? “Volte! Voe de verdade, me faça voltar!” Não. Não eram asas que ela tinha e ela não estava voando. Ela estava caindo. Não importa, pois ela estava caindo. E levaria mais alguns com ela, com sua falta, com a dor que deixaria.
Lívia Gurgel.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
cuando era mas tuya que mia
"Tal vez no encuentro valor
Para decirte adios
Y perderte por siempre sin explicacion,
Abrir mis alas al viento, para emprender el vuelo
Y olvidar que te quiero y dejarte ir"
Para decirte adios
Y perderte por siempre sin explicacion,
Abrir mis alas al viento, para emprender el vuelo
Y olvidar que te quiero y dejarte ir"
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Discordando de Caio sobre agosto.
Começo minhas palavras usando as de Caio. “Para atravessar agosto é preciso, antes de tudo, paciência e fé.” Paciência pra uma nova adaptação e fé pra acreditar que tudo irá bem, que coisas e pessoas boas virão e junto com elas a tal da felicidade que Deus é quem sabe que eu preciso. Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir pouco, mas com gosto. Agosto pode ser também um mês sem amores. Um mês à espera dele. Pode ser um mês em que você pense, durante as noites, em nada. Ou no horário em que vai ter que levantar no outro dia. Não precisa arranjar uma Natália Lage, um Antônio Bandeiras, um João não sei das quantas para amar ou pensar durante as noites. Agosto pode ser um mês pra se encher de amor. Amor próprio. Agosto pode ser também um ótimo mês pra se começar a faculdade. Não procurar escapismos, apenas receber as novas obrigações e se concentrar nelas. Mas o principal de agosto é ir, sobretudo, em frente. E, se possível, ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto.
Foi incrivelmente diferente discordar de Caio.
Selinho :)
Recebi esse selinho da Priscila. Muito obrigada, eu amei! *-* Foi o primeiro selinho que recebi! :D
E indico esses blogs:
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Desafio literário.
Respondendo as perguntas de desafio enviado pela Roberta (redcandy). Muuito obrigaada!
1 - Existe um livro que você leria e releria várias vezes?
A menina que roubava livros - Markus Zusak
Eu sou apaixonada por esse livro.
2- Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
A hospedeira - Stephenie Meyer
Na verdade eu comecei, parei, recomecei, parei, recomecei e recentemente terminei. Mas foi difícil. A história só me envolveu depois de um tantão de páginas.
3 - Se você escolhesse um livro para ler para o resto da sua vida, qual seria ele?
A cabana - William P. Young e O aleph - Paulo Coelho (porque me ensinaram e me deram força) e A menina que roubava livros, porque eu sou meeesmo apaixonada por esse livro.

4- Que livro você gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo, nunca leu?
O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini.
5 - Qual livro que você leu cuja "cena final" você jamais conseguiu esquecer?
Breaking Dawn (Amanhecer) - Stephenie Meyer.
6 - Você tinha o hábito de ler quando criança? Se lia, qual tipo de leitura?
Não..
7 - Qual o livro que você achou chato, mas ainda assim o leu até o final?
Os livros que eu lia na escola, obrigada.Não lembro quais, mas eu não gostava de ler, todos eram chatos pra mim.8 - Indique alguns dos seus livros favoritos.
A menina que roubava livros, lógico!
Repasso o desafio para:
Assinar:
Postagens (Atom)





