Porque de lo posible se sabe demasiado. (Silvio Rodriguez)
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Acabei de perceber que estou procurando por coisas simples. Andei pensando em viver sem amor. Sim, sem um amor. Apenas não esperar mais, não procurar mais e não querer mais. É mais simples. Não tenho culpa de estar querendo me livrar de coisas complicadas, buscas incessantes, medos. E essa história de amor, relacionamento com outro, é meio complicado pra mim. Sem complicação. Mas não sou essa pessoa que conseguiria viver assim, eu acho. Possuo um nível de carência que não me permite isso. Andei pensando também que certas coisas não precisam ser explicadas. E não é falta de paciência, juro! É que eu gostaria de dizer “Não estou me sentindo bem aqui.” E gostaria que as pessoas dissessem: ok, vamos embora. E não ficassem supondo, interrogando, questionando, encontrando motivos e me fazendo dar outros em minha defesa. Sei que é bobo, o que custa explicar e pronto? Não quero. Sou birrenta, sou teimosa, botei na cabeça que não quero complicação! E é tão mais simples, eu não estou me sentindo bem, à vontade, não importa se eu já vim imaginando que ia ser assim, se eu cheguei bem e fiquei dessa forma, importa que é assim que estou me sentindo e fim de papo. Mas nós sabemos que não é assim, que as coisas não são simples dessa forma, que não conseguimos ignorar a maioria das coisas que temos vontade e que uma transa (nesse momento meu computador me corrigiu e mandou substituir transa por “relação amorosa”. Nem toda transa é uma relação amorosa, querido computador) com um cara que tem namorada nunca vai ser só uma transa. Nunca vai ser só prazer. Vai ser culpa, arrependimento, talvez, vai ser um milhão de coisas, menos só uma transa. Não sei se pra você ou pra ele, mas pra um dos dois vai ser muito mais do que uma transa. E eu estou meio farta de tantas complicações, de tantas perguntas, respostas, cobranças. Sabe, ir vivendo, tipo “relaxa baby e flui: barquinho na correnteza, Deus dará.” É o que eu gostaria. Mas como milhões de coisas que eu gostaria que fossem e não são, essa é só mais uma.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Caos.
Ah, o caos! Caos dentro ou fora? Um vai, outro vem. Eu. Invisível. Sozinha. Na multidão. E vejo. Vejo o vazio dentro de mim. E vejo fora. Mas não enxergo. Não enxergo além do que vejo. Ver além, sabe? Sentir com o olhar, essas coisas que vez em quando eu consigo fazer. O que vejo agora é vago. Rostos. Dores? Alegrias? Lutas? O que há por trás de tudo isso que vejo e não consigo enxergar? Que rosto é esse que penso que conheço? Conheço? Amarelo, moreno, branco, marcado. Que marcas são essas que acho que sei de onde vem? O olhar. É brilho ou são lágrimas? Que olhar é esse, indecifrável, que penso que sei ler? O que há por trás dessa gente? Que vem, que vai e não fica? Que me esbarra, que passa e não me leva. Que passa e não deixa nada. Qual a luta desse homem? Qual a dor desses olhos? Qual o fardo, qual o peso, qual a culpa carregada por esses ombros? Quanto mais esse forte pode agüentar? Quanto mais até cair? Quanto já agüentou? Vai cair? Não. Quanto eu penso que posso decifrar? Quanto mais me enganar? Quanto esperar? Não mais esperar. Como não esperar?
terça-feira, 16 de agosto de 2011
partida
Abriu as asas e voou. Pôde ver o céu enquanto se afastava dele, rezando pra estar chegando perto. As nuvens ficavam menores. Fechou os olhos, não queria mais olhar pro céu, logo chegaria nele, queria acreditar. E olhou pra dentro de si. Suas dores que não conseguira resolver, as pessoas que deixara pra trás com seu vôo, elas não podiam voar, tinham que ficar. As felicidades que tivera e foram ofuscadas por todas as infelicidades. O que a fez voar... Será que agora, enquanto se afastava do céu, ela ainda tinha vontade de voar? Será que estava plena? Quanto mais descia mais dores deixava pra trás? E queria realmente descer? Ou queria que seu corpo subisse? “Volte! Voe de verdade, me faça voltar!” Não. Não eram asas que ela tinha e ela não estava voando. Ela estava caindo. Não importa, pois ela estava caindo. E levaria mais alguns com ela, com sua falta, com a dor que deixaria.
Lívia Gurgel.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
cuando era mas tuya que mia
"Tal vez no encuentro valor
Para decirte adios
Y perderte por siempre sin explicacion,
Abrir mis alas al viento, para emprender el vuelo
Y olvidar que te quiero y dejarte ir"
Para decirte adios
Y perderte por siempre sin explicacion,
Abrir mis alas al viento, para emprender el vuelo
Y olvidar que te quiero y dejarte ir"
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Discordando de Caio sobre agosto.
Começo minhas palavras usando as de Caio. “Para atravessar agosto é preciso, antes de tudo, paciência e fé.” Paciência pra uma nova adaptação e fé pra acreditar que tudo irá bem, que coisas e pessoas boas virão e junto com elas a tal da felicidade que Deus é quem sabe que eu preciso. Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir pouco, mas com gosto. Agosto pode ser também um mês sem amores. Um mês à espera dele. Pode ser um mês em que você pense, durante as noites, em nada. Ou no horário em que vai ter que levantar no outro dia. Não precisa arranjar uma Natália Lage, um Antônio Bandeiras, um João não sei das quantas para amar ou pensar durante as noites. Agosto pode ser um mês pra se encher de amor. Amor próprio. Agosto pode ser também um ótimo mês pra se começar a faculdade. Não procurar escapismos, apenas receber as novas obrigações e se concentrar nelas. Mas o principal de agosto é ir, sobretudo, em frente. E, se possível, ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto.
Foi incrivelmente diferente discordar de Caio.
Selinho :)
Recebi esse selinho da Priscila. Muito obrigada, eu amei! *-* Foi o primeiro selinho que recebi! :D
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